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COLUNA: BALEIA
Baleia


06/01/2018 - Sábado
Nova era
 


Essa coluna foi concebida (2004)inicialmente para comentar de F1. Porem nesta época do ano nunca temos muito que comentar da categoria rainha. São só boatos e historias mirabolantes. Fruto da imaginação de quem vive da mídia nesse esporte e não agüenta ficar quieto.

    Diversificando.  E nestas situações muitas vezes comentamos do mundo das duas rodas. Assunto que não tem a mesma audiência da F1 Porem existem muitos que gostam. E estes que gostam formam um exército de apaixonados. Realmente o esporte nas duas rodas são incríveis. Tanto no asfalto quanto na terra. Porem os principais campeonatos estão parados.

    Única. Mas tem uma competição que envolve carros e motos e outras viaturas que começaNeste final de semana. Éa largada do maior Raid do planeta, popularmente conhecido por Paris Dakar e que de uns anos para cá se tornou simplesmente DAKAR. Desde que passou a ser disputado na América do sul (2009).

   Quarenta. Esta será a edição de numero quarenta desta maravilhosa competição. E de cara começa de maneira diferente. A largada do Dakar tradicionalmente acontece no dia primeiro de cada ano. Se bem que já houve anos que ela aconteceu nos dias 02 ou 03, mas nunca no dia 06 de janeiro. E também temos a volta do Peru que esteve fora nas ultimas edições.

     O Dakar no passado era conhecido como o Rally da morte. Normalmente  morrem no mínimo uma ou duas pessoas a cada edição e muitas das vezes a dona morte não ataca somente os pilotos. Já houve óbitos com assistentes, mecânicos e até quem simplesmente estava de passageiro de taxi. Ou ainda uma moto da competição se chocou com um carro de policia. Nem o criador da competição, Thierry Sabine, escapou morreu na edição de 1986. 

Como tudo começou:

Em 1977, o piloto francês Thierry Sabine participava  do RallyAbdijan /Nice, numa Yamaha XT 500, no meio da corrida se deparou com umatempestade de areia.  Sabine se desgarrou dos demais competidores.Sem comida, água ou qualquer tipo de equipamento que o pudesse ajudar a sobreviver no escaldante deserto do Ténéré.

Resgate. Sabinesó foi encontrado três dias depois, sozinho no deserto, desidratado e desnutrido, a muitos quilômetros de distância da rota original. As buscas foram inúteis, e Thierry já havia sido dado como morto quando um piloto de avião o avistou do céu. Dias depois ele se recuperou, mas estava transformado. Em vez de amedrontado, ele ficou foi inspirado pela experiência que por pouco não o matou.

 Mentalizando. De volta a França, Thierry  começou idealizar a corrida mais insana já realizada.  Seria uma corrida para poucos, não por restrição ao numero de inscritos, mas porque poucos seriam capazes de terminá-la. Na verdade, as inscrições eram abertas a qualquer pessoa que tivesse um carro (ou moto), coragem de sobra e, provavelmente, falta de juízo,ou amor a vida                             

 Grande dia. Então, no dia 26 de dezembro de 1978, cerca de um ano depois de ser resgatado das areias do Tenere, Thierry viu realizar seu sonho, a largada da primeira ediçãodoRally Paris-Dakar.  Saindo de Paris, o percurso atravessava Argélia, Níger, Mali e Burkina Faso antes de chegar ao Senegal.

       Caminhos. O trajeto era composto por  pouquíssimas estradas pavimentadas, e muitos dos caminhos previstos na rota eram estradas no deserto que se moviam , ou simplesmente sumiam, com o movimento das areias provocadas pelo vento. Sendo assim osmapas só eram úteis até certo ponto, depois do qual a única orientação disponível eram as bússolas e as estrelas. GPS? Somente duas décadas mais tarde.

   Numeros. Foram 182 veículos na largada em Paris. Entre os pilotos, amadores e profissionais (que eram minoria) igualmente entusiasmados,  apenas 74 dos veículos inscritos cruzariam a linha de chegada em Dakar. O vencedor da prova, que terminou no dia 14 de janeiro de 1979, foi Cyril Neveu, coincidentemente com uma Yamaha XT500 .

*Tierry, a partir dai dedicou o resto de sua vida ao Paris-Dakar. Ele chamava a corrida de “Um desafio para todos os que participam, e um sonho para todos os que assistem”.

Paz e saúde em 2018.


 
 
   
 

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